No Jornal do Commercio (PE): Otimismo com novos financiamentos imobiliários

Roberto Rios, diretor executivo da Eduardo Feitosa

Os novos planos de financiamento habitacional anunciados pela caixa no dia 11 de junho deixaram o mercado bastante otimista. Para saber mais sobre o assunto, o  Jornal do Commercio publicou entrevista com o diretor executivo da Imobiliária Eduardo Feitosa, Roberto Rios. Na matéria ele traça o perfil dos principais beneficiados com as mudanças:

Mais fôlego com as novas regras da Caixa

Para as empresas do segmento imobiliário, a ampliação do prazo de pagamento do financiamento habitacional vai criar mais oportunidades aos clientes de classe média

As novas regras para financiamento da casa própria anunciadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) trouxeram ainda mais fôlego para o mercado imobiliário. Já bastante aquecido, o setor aponta que a ampliação do prazo de pagamento do financiamento habitacional de 30 para 35 anos manterá o ritmo de vendas ou mesmo pode trazer ainda mais compradores.“A medida é um facilitador para a comercialização e ampliação do mercado consumidor.

“Na hora em que há o aumento do prazo, mais pessoas poderão comprar seu imóvel. A renda do consumidor se mantém, mas ele tem a ampliação de seu poder aquisitivo. Se antes não entraria num financiamento, agora terá mais chance de se comprometer e comprar””, analisa Luiz Byron, diretor imobiliário da Duarte Construções.

Como o mercado imobiliário do Estado segue em expansão, as construtoras e imobiliárias acreditam que não haverá um salto nas vendas, mas que as novas regras do financiamento habitacional favorecem ainda mais o mercado. Além da ampliação do prazo, a CEF também reduziu as taxas de juros.“O setor já vem aquecido porque há uma demanda real pela compra da moradia. “As novas regras atingem principalmente a classe média, mais gente deve ir em busca de moradia, o que deve manter e até ampliar o mercado pernambucano””, acredita Byron.

O diretor executivo da Imobiliária Eduardo Feitosa, Roberto Rios, aponta que entre os principais beneficiários com as medidas estão os investidores e famílias que vão comprar o segundo imóvel. ““Essas novas regras atingem um outro público, que é a classe média. Com o aumento do prazo e a redução dos juros, os valores da prestação e a renda necessária para adquirir um imóvel diminuem, e antes uma compra que não era possível passa a caber no bolso do futuro cliente””, destaca.

Rios observa que há cerca de seis anos que o financiamento surgiu com mais força no mercado. “Antes, a construtora financiava direto em 100 meses. “Hoje o mesmo produto é comprado através dos bancos e melhores condições de pagamento”.”

De acordo com o diretor da Eduardo Feitosa, as medidas não devem trazer consequências negativas. “”O mercado tem capacidade produtiva para atender essa demanda. Temos incorporadoras fortes, com projetos bem pesquisados e elaborados para suprir o mercado””.

 

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